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Abordagem estruturada e trabalho em equipa são fundamentais na gestão da hemorragia gastrointestinal
segunda-feira, 01 junho 2026 16:13

Abordagem estruturada e trabalho em equipa são fundamentais na gestão da hemorragia gastrointestinal

A hemorragia gastrointestinal continua a ser uma das complicações mais frequentes na prática da Gastrenterologia, exigindo uma resposta rápida e eficaz por parte das equipas clínicas. Durante a sessão “Como lidar com a hemorragia gastrointestinal”, integrada na Semana Digestiva 2026, Rui Morais, do ULS de São João, destacou que a primeira medida perante estes cenários é simples, mas essencial: “O primeiro passo é sem dúvida ter calma”. Assista ao depoimento completo.

 

Segundo o especialista, a definição clara de uma estratégia de atuação é determinante para o sucesso da abordagem. “Se conseguirmos passar para a restante equipa o plano que temos definido, a abordagem será certamente muito mais fácil”, afirmou. Para Rui Morais, a comunicação entre médicos, anestesiologistas e profissionais de enfermagem é um dos aspetos que mais influencia o desfecho destas situações.

O gastrenterologista recordou ainda a evolução significativa das opções terapêuticas disponíveis para o controlo da hemorragia digestiva. “Nos últimos anos temos assistido a uma autêntica revolução do ponto de vista do armamentário endoscópico”, referiu. Atualmente, técnicas como a termocoagulação e as pinças hemostáticas permitem tratar de forma segura e eficaz hemorragias associadas a vasos de maior calibre.

Além disso, os dispositivos de encerramento também registaram avanços importantes. Rui Morais destacou o desenvolvimento de clips de nova geração, capazes de encerrar defeitos mais extensos, bem como o crescente interesse pelas técnicas de sutura endoscópica. Embora ainda pouco disseminadas em Portugal, considera que estas soluções terão um papel cada vez mais relevante no tratamento da hemorragia e de outras complicações endoscópicas nos próximos anos.

No balanço da sessão, o especialista reforçou a importância de uma abordagem multidisciplinar e padronizada. “As complicações estão inerentes à nossa prática clínica, mas havendo uma abordagem em equipa, a probabilidade de sucesso terapêutico é muito superior”, concluiu. Para Rui Morais, a preparação, a experiência e a cooperação entre profissionais continuam a ser os principais fatores para garantir os melhores resultados para os doentes.

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