A remoção de uma sonda de gastrostomia percutânea (PEG) é geralmente um procedimento simples e sem intercorrências. Em casos muito particulares pode haver persistência da fístula gastro-cutânea (FGC). A resolução desta complicação é preferencialmente endoscópica, mas o insucesso pode implicar uma intervenção cirúrgica.
A realização de PEG profilática está indicada em doentes submetidos a radioterapia da cabeça e pescoço que habitualmente cursa com mucosite e disfagia. A persistência de fístula gastrocutânea após a remoção da sonda é uma complicação relativamente incomum, sendo mais frequente quando esta permanece colocada por períodos prolongados. Para o tratamento estão descritas uma abordagem conservadora com utilização de inibidor da bomba de protões e pro-cinético, endoscópica com a cauterização do trajeto fistuloso, utilização de cola de fibrina e clips (convencionais e o OTSC) e cirúrgica. A sutura assistida por endoscopia constitui uma opção eficaz e pode evitar cirurgia nos casos de difícil resolução.
A maioria das fístulas gastrocutâneas pós remoção de sonda de gastrostomia encerra espontaneamente. No entanto, alguns factores podem influenciar este processo.