Apesar de historicamente se adiar o início da alimentação após realização de gastrostomia endoscópica percutânea (PEG) por um período de 24 horas, vários estudos têm demonstrado que o encurtamento desse intervalo é seguro. O objetivo deste estudo foi o de comparar a segurança entre o início de alimentação às 4 e às 24 horas após colocação de PEG num centro com uma consulta multidisciplinar especializada.
Estudos em Centros de referência, com endoscopistas experientes, demonstraram acuidade moderada/elevada do Narrow-band imaging (NBI) na caracterização histológica in vivo de pólipos colo-rectais. A sua aplicação no mundo real permanece por determinar, particularmente em pólipos diminutos, para os quais guidelines contemplam estratégias de resect and discard e, em pólipos do recto e sigmoideia, de do not resect.
A caracterização de pólipos colo-rectais por Narrow-band imaging (NBI) utilizando a classificação de NICE (NBI-International Colorectal Endoscopic Classification), recentemente complementada pela classificação de WASP (Workgroup Serrated Polyps and Polyposis), demonstrou elevada acuidade quando aplicada por endoscopistas com experiência em cromoendoscopia eletrónica. Permanece por determinar a sua aplicabilidade fora do âmbito dos ensaios clínicos.
A endoscopia alta é um dos procedimentos mais importantes no diagnóstico da patologia do tubo digestivo superior. O nosso objetivo foi determinar se a pré-medicação com simeticone e N-acetilcisteína melhora a qualidade de visualização da mucosa digestiva numa endoscopia alta.
A mucosectomia (EMR) e a dissecção endoscópica da submucosa (ESD) são procedimentos exigentes que implicam um risco considerável de eventos adversos. Os programas de formação nestas técnicas incluem o uso de modelos animais antes da prática em humanos. O objectivo deste estudo consiste em estabelecer a validação de face, conteúdo e de perito do modelo porcino vivo na realização de EMR, ESD e abordagem subsequente das complicações, a fim de avaliar o seu valor como ferramenta de aprendizagem.
A estratégia "predict, resect and discard" (PRD), suportada pela acuidade diagnóstica das modalidades de cromoscopia virtual, estabeleceu novos paradigmas no manejo de pólipos diminutos: pólipos ≤5mm podem ser dispensados de avaliação histológica e pólipos hiperplásicos (PH) ≤5mm a jusante da transição recto-sigmoideia podem não ser ressecados.
Os tumores do estroma gastrointestinal (GIST) são os tumores mesenquimatosos mais comuns do tubo digestivo. A estratégia de follow-up e tratamento é controversa, em virtude de não ser possível estabelecer com certeza o potencial maligno das lesões prévias à sua ressecção. Conquanto nos GISTs de pequenas dimensões o follow-up endoscópico periódico é aceitável, no caso dos GISTs de maiores dimensões, uma ressecção RO cirúrgica é o tratamento primário standard. A enucleação endoscópica, através de técnicas de dissecção endoscópica da submucosa (ESD) standard e modificada, foi recentemente introduzida como uma opção técnica para a ressecção dos GISTs. Apesar de várias vantagens, está técnica tem riscos potenciais elevados e desafios técnicos significativos.
Apesar da aceitação da terapêutica de neoplasias superficiais do esófago por técnica de dissecção endoscópica da submucosa (DES), a experiência em países ocidentes continua limitada a poucos centros. Reconhece-se igualmente que não existem métodos de estadiamento perfeitos para estas neoplasias precoces, sendo essencial a cuidada avaliação endoscópica para avaliar a possibilidade de excisão endoscópica potencialmente curativa. Se possível, a análise anatomo-patológica da peça ressecada será sempre a melhor forma de “estadiar" a doença sobretudo reconhecendo a elevada morbilidade associada às restantes alternativas terapêuticas.
Os autores descrevem uma série de casos de colocação de próteses por técnica over-the-wire (OTW) modificada, utilizando-se gastroscópio e overtube com balão (ST-SB1, Olympus), habitualmente utilizado em enteroscopia, seccionado às dimensões do sistema introdutor da prótese. A tortuosidade anatómica e/ou estenoses anguladas condicionaram formação de ansa do sistema introdutor, inviabilizando a técnica OTW convencional.
As fístulas pancreáticas após pancreatite aguda são uma complicação grave, com consequências potencialmente fatais. Uma abordagem conservadora por técnicas não invasivas é, sempre que possível, a terapêutica de primeira linha. O acesso ao ducto pancreático através da punção guiada por ecoendoscopia seguido de colocação de prótese pancreática através de fio guia transpapilar (técnica de rendezvous) tem sido descrita como uma alter
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