
Uma das principais limitações na utilização dos agentes anti- fator de necrose tumoral (anti-TNF) no tratamento da doença de Crohn (DC) é a ocorrência de não resposta (primária ou secundária) numa percentagem significativa de doentes. O ustecinumab é um anticorpo monoclonal da subunidade p40 das interleucinas 12 e 23, aprovado para tratamento da psoríase em placas e artrite psoriática. Ensaios clínicos têm demonstrado a sua eficácia na indução e manutenção de remissão da DC moderada a grave. O objectivo deste estudo foi descrever a experiência inicial da terapêutica com ustecinumab nos doentes com DC refratária a anti-TNF.
Os doentes com doença de Crohn (DC) são geralmente submetidos a múltiplos exames de imagem no decurso da doença. A maioria destes exames utiliza radiação ionizante (RI). A exposição a RI está associada a um risco aumentado de desenvolvimento de tumores.
Pela sua vasta acessibilidade, rápida disponibilidade e correlação demonstrada com a atividade da doença, a proteína C reativa (PCR) permanece uma ferramenta essencial no manejo da doença de Crohn (DC), nomeadamente na tomada de decisões terapêuticas. No entanto, a correlação com a atividade da DC não é perfeita, tornando-se essencial identificar as características dos doentes que têm simultaneamente doença ativa e PCR negativa.
Este procedimento está atualmente descrito em apenas 2 doentes com gastroparesia diabética, estando descrito para outras etiologias em cerca de 20 casos. Os resultados a curto prazo têm sido muito satisfatórios nas diferentes etiologias, e com excelente perfil de segurança. Esta técnica pode ser uma boa solução em doentes com gastroparesia grave refractária à terapêutica farmacológica.
A infecção das próteses endovasculares ocorre em 0.2-0.7% dos doentes, sendo uma complicação frequentemente tardia. A remoção da prótese é geralmente o tratamento standard, estando, no entanto, associada a elevada mortalidade. A abordagem percutânea é reservada para doentes sem condições cirúrgicas, contudo, a colecção não era acessível no nosso doente. A drenagem guiada por ecoendoscopia permitiu uma abordagem eficaz, dada a proximidade com o esófago e a ausência de comunicação vascular entre a colecção e a aorta.
As técnicas tradicionalmente disponíveis para diagnóstico de estenoses biliares indeterminadas apresentam uma baixa sensibilidade diagnóstica. Tem sido demonstrado que a colangioscopia com sistema SpyGlass® apresenta uma acuidade superior no diagnóstico destas lesões.
A técnica da miotomia endoscópica peroral (POEM) na acalásia mostrou ser segura e os estudos de eficácia a médio-longo prazo não revelaram resultados inferiores à miotomia cirúrgica convencional . Desde a sua descrição inicial, a técnica tem vindo a sofrer modificações que visam aumentar a rapidez do procedimento, diminuir os custos e, ao mesmo tempo, garantir a segurança e bons resultados clínicos.
Apesar da drenagem endoscópica transpapilar ser o método de primeira linha na abordagem terapêutica da patologia obstrutiva biliar, esta pode não ser possível por incapacidade de aceder à papila, quer por alterações anatómicas quer por obstrução gástrica ou duodenal. Nestas situações, a drenagem biliar guiada por ecoendoscopia constitui uma alternativa. Este caso demonstra, a utilidade e eficácia da ecoendoscopia como alternativa à CPRE, em casos de falência desta.
Uma percentagem significativa dos doentes com fístulas anastomóticas após resseção anterior do reto e protocolectomia desenvolvem um sinus crónico, que apenas cicatriza espontaneamente em cerca de 50% dos casos. Nos sinus que não encerram as opções para tratamento local escasseiam, havendo frequentemente necessidade de uma ostomia permanente. A utilização isolada de cola de fibrina para encerramento do sinus foi já descrita, mas poderá estar limitada a trajetos pequenos. Propomos uma técnica endoscópica inovadora na abordagem desta complicação. O procedimento consiste na abrasão do orifício do sinus, seguido da colocação de rede reabsorvível de Vicryl e posterior injeção de colas de fibrina.
As fístulas pancreáticas após pancreatite aguda são uma complicação grave, com consequências potencialmente fatais. Uma abordagem conservadora por técnicas não invasivas é, sempre que possível, a terapêutica de primeira linha. O acesso ao ducto pancreático através da punção guiada por ecoendoscopia seguido de colocação de prótese pancreática através de fio guia transpapilar (técnica de rendezvous) tem sido descrita como uma alter