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DII: vedolizumab garante “resposta, remissão e cicatrização da mucosa"
sábado, 01 junho 2019 09:30

DII: vedolizumab garante “resposta, remissão e cicatrização da mucosa"

"O fármaco vedolizumab deve ser a primeira linha de ação no tratamento da doença inflamatória intestinal (DII)", constataram o Dr. Luís Correia, presidente do Grupo de Estudo da Doença Inflamatória Intestinal (GEDII), e o Prof. Doutor Fernando Magro, na sessão “Mudando o curso da DII. Primeira linha, primeira escolha", no âmbito da Semana Digestiva 2019. Em entrevista à News Farma, os especialistas comentam a "eficácia" do fármaco na prática clínica da doença de Crohn e da colite ulcerosa. Assista ao vídeo.

Coube ao Dr. Luís Correia fazer o ponto de situação dos resultados do fármaco na doença de Crohn. Neste sentido, o atual presidente do GEDII explicou que a doença apresenta “maior desestruturação e organicidade”, quando comparada com a colite ulcerosa, por isso a “escolha do fármaco numa primeira linha de ação é, ainda, mais significativa”.

Como afirma o especialista, o vedolizumab “é um fármaco com um perfil de efeitos muito acessórios pela sua segurança e eficácia comprovada”, acrescentando que “não há a necessidade de se procurar um perfil concreto de doente”. Ou seja, o doente não tem que “ter maior risco de ser infeccioso, nem ser o mais velho ou até o que já teve uma neoplasia”. Na visão do Dr. Luís Correia, o vedolizumab demonstrou “ter um perfil de segurança e eficácia” no então doente médio, que pode demorar um “pouco mais a ter resposta e remissão, mas que atinge na mesma os objetivos em segurança”, concluiu.

Colite ulcerosa

O Prof. Doutor Luís Magro apontou o vedolizumab como uma garantia de eficácia “na indução e na manutenção dos doentes com colite ulcerosa moderada e grave” e, acima de tudo, que é capaz de estabelecer "bons resultados" no que toca à “remissão clínica, cicatrização da mucosa e na poupança de corticoides”.

O fármaco foi ainda aplicado em doentes com “risco infeccioso, com comorbilidades e até em doentes refratários” e também nesses o vedolizomab apresentou resultados positivos, levando o especialista do Centro Hospitalar e Universitário de São João, no Porto, a garantir que é a “melhor opção numa primeira linha de tratamento”, concluiu.

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