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O impacto social e económico da doença hepática crónica
quarta, 20 junho 2018 19:33

O impacto social e económico da doença hepática crónica

O Curso Pós-Graduado da Semana Digestiva 2018 procurou dar aos participantes uma perspetiva global das doenças hepáticas. Neste âmbito, o Prof. Doutor Rui Tato Marinho refletiu sobre o impacto social e económico da doença hepática crónica, numa sessão que marcou a tarde do primeiro dia do congresso. Assista à entrevista em vídeo.

O especialista do Hospital de Santa Maria lembrou que "as doenças do fígado estão incluídas nas principais dez causas de morte em Portugal e na Europa", nomeadamente a doença hepática alcoólica, a cirrose hepática não especificada, o carcinoma hepatocelular, entre outras entidades. Por outro lado, outra das características destas mortes é que ocorrem precocemente. Por outro lado, os casos que chegam ao internamento, são de tal forma graves que "raramente conseguimos ser eficazes". 

A hepatite C é, no conjunto das doenças hepáticas crónicas, a entidade que reúne maior otimismo e entusiasmo por parte da comunidade médica. Nas palavras do vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, é "a doença onde conseguimos intervir de uma maneira espetacular", eliminando o vírus "ao fim de dois meses de tratamento", perfazendo um total de 97% de pessoas infetadas curadas.

Questionado sobre a facilidade da comunidade médica em transmitir ao poder político as mensagens chave para garantir melhores programas de acesso aos tratamentos, o especialista defende que devem ser fomentadas "competências adicionais" na formação dos jovens médicos, nomeadamente em áreas como a gestão, a economia ou a comunicação e liderança, por forma a não serem "ultrapassados por outros decisores, nomeadamente políticos" na defesa das melhores estratégias de saúde.

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