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“Mostrámos que a investigação continua a ser feita”
quinta, 26 novembro 2020 11:59

“Mostrámos que a investigação continua a ser feita”

“Apesar desta pandemia, mostrámos que, de facto, a investigação continua a ser feita, há outras coisas para lá da COVID-19 e, nomeadamente na área da endoscopia digestiva, continua a ser possível fazer investigação”. É assim que o Prof. Doutor Miguel Areia, presidente da Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (SPED), sumariza a Semana Digestiva 2020 (SD2020), que, pela primeira vez, decorreu em formato virtual. Veja o depoimento em vídeo.

Apesar dos constrangimentos resultantes da pandemia da COVID-19, em que muitos estudos se viram interrompidos, o especialista afirma que “foi-se fazendo investigação com qualidade em Portugal”.

Investigação essa que, em parte, foi apresentada ao longo dos dois dias da SD2020. De acordo com o responsável, “a reação dos palestrantes, apesar de tudo, foi boa. Houve aquele ‘problemazito’ técnico, mas não tivemos cancelamento de nenhuma conferência”, adiantando que “parece ter havido uma boa correspondência” e interesse por parte do público, tendo em conta as questões colocadas.

Ainda assim, continua, “aquela sensação de ver como é que a plateia está a reagir do outro lado perdeu-se um bocadinho”.

“Alguma interatividade perde-se nestas questões online, é normal. Apesar de ser possível ouvir o palestrante, colocar questões, dar tempo para a discussão, não é, de facto, a mesma coisa. E, depois, a outra interatividade menos oficial, cá fora, nos intervalos, entre os corredores, desaparece”, nota o presidente, sublinhado que muito do que se faz em Portugal em termos de investigação e cooperação entre Serviços resulta destas conversas informais.

Para o Prof. Doutor Miguel Areia, se o formato em ambiente digital for repetido em 2021, a reunião “será ainda melhor”, já que “haverá mais tempo para a preparar”. Contudo, acrescenta, “se em 2021 já pudermos voltar à ‘moda antiga’, acho que toda a gente vai ficar muito satisfeita”, em parte devido à interação e à possibilidade de troca de ideias que se perde no formato digital.

Acima de tudo, o presidente realça que “é importante as pessoas perceberem que, apesar da COVID-19 nos ter entrado pela vida adentro e, de facto, ter causado muita influência a nível médico e social, as outras doenças continuam a existir, as doenças na área da Gastrenterologia e a necessidade de endoscopia digestiva continuam a estar presentes, e, portanto, são doentes que não podem ficar esquecidos”.

O responsável acrescenta ainda: “Mais do que nunca devemos ter critérios para o que deve ser feito ou o que deve ser adiado, mas a saúde digestiva dos portugueses e a necessidade de fazer exames endoscópicos continua a ser muito atual”, conclui.

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