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Falência intestinal crónica: uma nova era terapêutica da síndrome do intestino curto
quarta, 27 junho 2018 15:15

Falência intestinal crónica: uma nova era terapêutica da síndrome do intestino curto

A falência intestinal crónica trata-se de uma condição em que “o sistema digestivo é incapaz de absorver os nutrientes e a água em quantidades suficientes”, pelo que estes componentes “têm de ser administrados aos doentes por via parentérica”. As palavras são do Prof. Doutor Jorge Fonseca, do Hospital Garcia de Orta, que explica, em entrevista à News Farma, que a síndrome do intestino curto é a causa mais frequente de falência intestinal crónica, “o que significa que estes doentes não vão recuperar espontaneamente a absorção”. Assista ao vídeo da entrevista.

Neste sentido, o Prof. Doutor Jorge Fonseca defende que estes doentes carecem de cuidados prestados por uma equipa multidisciplinar, “que seja capaz de criar um regime de alimentação em que haja uma otimização da absorção dos nutrientes e da água”. 

O especialista sublinha que o objetivo dos profissionais de saúde é “reduzir as necessidades de alimentação parentérica”, para que os doentes possam diminuir o número de horas que estão a receber tratamento, tendo mais qualidade de vida. Conforme explica o Prof. Doutor Jorge Fonseca, “até há muito pouco tempo não existia nenhum fármaco capaz de melhor a adaptação do intestino; o que temos hoje é um fármaco novo, chamado teduglutida, que é derivado de uma hormona natural humana e permite estimular o crescimento do intestino, a absorção dos nutrientes e reduzir a diarreia associada ao intestino curto. Isto permite também que o doente esteja mais dias sem nutrição parentérica”.

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